Saturday, October 13, 2012
São Paulo e Barueri
Após um longo período sem escrever nada neste blog, resolvi retornar hoje minhas atividades e registrar aqui cada viagem que fiz. Como foi muito tempo desde a última vez que escrevi e até o presente momento fiz tantas e variadas viagens, que resolvi recomeçar a partir da minha última viagem (a de ontem), 12 d outubro (dia das crianças).
Planejei que, no feriado de ontem, queria visitar o Museu da Energia que fica localizado na cidade de São Paulo. Além deste museu, há outras cidades paulistas que também abrigam estes museus com o mesmo nome, como por exemplo, Salesópolis, Jundiaí, Itu, etc.
Como já estou acostumado a andar pelas ruas pela capital paulista, apesar de me sentir inseguro em algumas regiões, resolvi assim mesmo ir para lá. Fiz uma pesquisa breve pela internet, para saber se era gratuita a entrada, ou não. Para saber também o horário de funcionamento e sua respectiva localização.
Descobri, dessa forma, que a entrada do museu era gratuita e estava localizado na Rua Cleveland, 601, Campos Elísios, São Paulo. Pelo mapa, percebi que era bastante estratégica sua localização, uma vez que ficava relativamente próximo da estação de metrô Júlio Prestes, cuja praça homônima fica em anexo.
O grande problema era que eu sabia e já tinha visto em outra viagem a São Paulo que essa praça, infelizmente, é o "coração da cracolândia". Como estou meio que anestesiado com esse verdadeiro drama social que turistas e cidadãos enfrentamos, resolvi criar coragem e ir. Cheguei a convidar quatro amigos para ir comigo, mas nenhum deles aceitou o convite. Viajar sozinho não é tão agradável quanto com amigos, mas mesmo assim, eu sentia que não poderia depender de ninguém para fazer visitas a atrativos turísticos, uma vez que a cidade de São Paulo é "gigante pela sua própria natureza" e cada um tem o seu estilo de vida, gosto para passeio e lazer, etc.
Assim, peguei o trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na estação homônima Barueri, em direção à estação Júlio Prestes, em São Paulo. As viagens de trem e/ou metrô são extremamente confortáveis e tranquilas, desde que não haja um excesso de passageiros nos seus respectivos vagões. Como era um feriado de cunho nacional e também uma sexta-feira, naturalmente havia poucas pessoas. E, assim, atravessei as cidades de Carapicuíba e Osasco, antes de chegar em São Paulo.
Quando o trem chegou na sua última estação (Júlio Prestes), eu desci, pela primeira vez... A sensação era indiscutivelmente de ter descido numa sensação de trem dos anos 1920, mais ou menos! Havia bancos parecidos com os de praças na área de embarque/desembarque de passageiros. Eu olhei para o teto da estação e percebi que sua arquitetura era bastante peculiar, a qual retratava um prédio antigo, provavelmente do final do século XIX e início do século XX, uma vez que não possuo conhecimentos suficientes em arquitetura e história da arte para identificar. Mas eu me senti como se tivesse num filme épico, com chapéu, usando calça e suspensórios e sapatos. Fui me aproximando da catraca e vi duas esculturas imensas de dois gatos brancos e um vitral, o qual estava fechado, mas dava acesso para um imenso salão, cuja arquitetura era inebriante de bonita. Eu atravessei a catraca de desembarque e passei pela bilheteria. Mais uma grande e feliz surpresa: a bilheteria do metrô estava impecavelmente restaurada e resguardada pela sua arquitetura! A única diferença da época, é que estava lacrada com vidro blindado, devido à violência existente na cidade. Eu me sentia como se tivesse pegado um trem em 2012 e desembarcado por volta de meia hora depois em 1920! Era impressionante aquela sensação! Apesar de ter conhecido tantas cidades com arquitetura histórica, nao sei o motivo de pela primeira vez ter sentido isso. Talvez minha sensibilidade para este tipo de arte esteja mais aguçada, ou algo parecido...
Vou deixar para uma próxima oportunidade para terminar de publicar sobre a viagem de ontem, encerrando a primeira parte por aqui.
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