Friday, May 11, 2012

Santana de Parnaíba



No momento em que escrevo esta postagem, estou viajando. Em Itabuna (BA), no momento. Ontem eu esqueci de mencionar que estava em Eunápolis (BA). Numa outra oportunidade estarei aqui relatando sobre esta viagem atual.

Mas agora é o momento de continuar a falar sobre uma das melhores viagens que fiz nos últimos tempos. Sendo assim, no dia seguinte cedo eu levantei, tomei café no hotel América do Sul e fiz check-out. Peguei o metro da estação República em direção à estação Barra Funda. De lá, fiz uma conexão gratuita para o metro da região metropolitana, cujo destino era a cidade de Barueri. Para minha surpresa, pensei que teria que pagar uma outra taxa, mas a integração é inteiramente gratuita e também há placas de sinalização indicando onde iria pegar.

Tudo foi muito prático e tranquilo até chegar em Barueri. Desci da estação lá e me deparei com um grande terminal de ônibus urbanos. Estava totalmente perdido, mas foi fácil encontrar o ônibus que me levaria até Santana de Parnaíba.

A Estrada era muito bonita, verde e rápidamente cheguei lá. Desci em outra estação de ônibus urbanos e perguntei onde era a localização do hotel que tinha feito a reserve.

Logo no início, me simpatizei com a cidade. Parecia que estava numa cidade de interior de porte médio e histórica, a km de distância da capital paulista. Era uma típica cidade histórica, com vários atrativos culturais, com paisagens verdes, pessoas calmas andando pelas ruas ensolaradas, poucos carros nas ruas, etc. A paisagem era contrastante demais com a capital por estar apenas a 48 km de distância. Muito limpa e organizada, com pessoas hospitaleiras, logo me passou pela cabeça a vontade de um dia morar lá. E aumentava ainda a esperança de ser aprovado no concurso public que a prefeitura estaria promovendo naquele final de semana.

Subi uma ladeira e cheguei no hotel cujo nome é Pousada 1896, em alusão ao ano de construção do espaço. Logo na chegada, fui recebido por um rapaz que trajava Bermuda e camisa de malha, em contraste com aqueles uniformes engomados de grandes redes hoteleiras das capitais. Era interessante, porque isso me fazia sentir como se estivesse hospedando em casa de amigos ou parentes. E a sala de entrada tinha uma mesa de jantar, que mais parecia uma casa. Ele me perguntou se eu queria quarto coletivo ou individual. Talvez se tivesse a passeio, poderia querer quartos coletivos, pela oportunidade de conhecer novas pessoas e travar novas amizades. Mas nao era definitivamente o meu objetivo. E respondi prontamente que queria um quarto individual.
Assim, ele me conduziu por um jardim, o qual vi três máquinas de lavar roupas, roupas estendidas no varal, uma piscina e a area dos quartos. Lembro que ele me enfatizou para nao pisar em tal tábua de madeira corrida, porque a area estava em reformas.

Entrei no quarto e logo simpatizei também. Era uma suite pequena, mas com aparência rústica e confortável. Tinha uma escrivaninha, uma TV LCD pequena e um armário. A janela deparava para um jardim de inverno e era de madeira. O silêncio da cidade e pousada, aliados à paisagem bucólica do local me convidavam para cochilar um pouco naquela tarde de primavera. E assim o fiz, após um breve lanche na padaria ao lado da pousada.

Logo após o cochilo, resolve estudar e revisar os meus resumos para a prova. Me tranquei no quarto e nao quis saber de conhecer a cidade ou passear. Estava muito determinado. Meu único receio era saber o local que seria realizada a minha prova. Mas o recepcionista/dono do hotel me tranquilizou falando que é muito fácil e rápido o onibus que me levaria ao tal bairro chamado Fazendinha, onde ficava localizada a escola.

Por alguns momentos, senti um pouco de solidão por estar naquela cidade pacata e silenciosa da região metropolitan paulista. Tive vontade de estar na capital, em alguma festa ou algo do gênero. Mas logo esse sentiment passou e adormeci.

No dia seguinte, fui até o terminal de ônibus o qual desci quando vinha de Barueri e perguntei qual ônibus me levava até o bairro Fazendinha. Foi tudo muito rápido e tranquilo.

Lembro-me de uma simpatico moça que puxou conversa comigo durante o trajeto. Falei que nao era de lá, que estava lá com tal objetivo e ela me disse que se eu passasse, iria adorer a cidade, que lá existe muita qualidade de vida aos seus cidadãos. E me desejou boa sorte.

Me despedi dela e fiz a prova. Por volta do meio dia eu já tinha terminado e já peguei o primeiro ônibus que me levaria de volta para a pousada, que estava localizada no centro da cidade.

Ainda estava em tempo de deixar a cidade sem ter que pagar uma nova diária. E assim o fiz. Na gostosa sensação de dever cumprido e alma lavada. E fiz todo o percurso de volta para a capital paulista, fazendo um novo check-in no mesmo hotel, para aproveitar um pouco do domingo lá...

www.cptm.sp.gov.br
www.santanadeparnaiba.sp.gov.br
www.pousada1896.com.br

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